16/07/2018

A utilização do papel está em xeque há algum tempo, e por diversos motivos. O principal deles é mesmo a preservação do meio ambiente. Desde que a sustentabilidade foi colocada em pauta, percebeu-se que, em tempos digitais, o papel passou a ter uma função secundária.

Outro motivo é que os espaços estão cada vez menores. Armazenar papel em arquivos gigantescos é ocupar um espaço que poderia ser utilizado para outras funções.

Esse movimento de eliminar arquivos em papel ficou ainda mais forte a partir do momento em que digitalizar o analógico ficou fácil e barato.

Hoje esses arquivos não ocupam nem espaço nas máquinas, eles podem ser upados para a nuvem.

Mas não é apenas o espaço e a preservação do meio ambiente que ganham com a eliminação do papel.

Os estabelecimentos de saúde que ainda utilizam prontuário de papel têm muito a ganhar quando passar a utilizar prontuário eletrônico.

Benefícios reconhecidos

Para quem tem dúvidas de que os prontuários eletrônicos são insuperavelmente melhores que os de papel, é legal saber que o governo dos Estados Unidos oferece incentivo para que toda a papelada seja trocada por arquivos armazenados em nuvem.

Em 2009, o Health Information Technology for Economic and Clinical Health Act (HITECH ACT) e, em 2010, o Affordable Care Act (ObamaCare), ofereceu a vários médicos, consultórios e hospitais investimentos financeiros do governo após a implantação dos prontuários onlines.

No Brasil, a tecnologia também está em constante crescimento, e estima-se que mais de 60% das empresas em saúde a utilizem.

Conforme dados do Datasus, 28,5% da população são atendidas com prontuários eletrônicos pela rede pública de saúde. Em todo o país, 11.112 UBS em 2.060 municípios utilizam o sistema eletrônico para transmissão de dados, alcançando uma cobertura de 57,5% da população brasileira.

Mas por que os governos escolheram utilizar o prontuário eletrônico e a sua administração também deveria optar por ele?

Acesso e compartilhamento

O primeiro benefício talvez seja o que faz com que muitos estabelecimentos em saúde optem por utilizar algum tipo de sistema para armazenar o prontuário de seus pacientes: o fácil acesso e compartilhamento.

Conforme o dicionário, prontuário quer dizer “lugar onde são guardadas coisas de que se pode precisar a qualquer momento; manual de informações úteis”. Ou seja, ele precisa estar facilmente acessível.

Já o Conselho Federal de Medicina (CFN), na resolução 1638/2002, define prontuário do paciente como “um documento único constituído de um conjunto de informações, sinais e imagens registradas, geradas a partir de fatos, acontecimentos e situações sobre a saúde do paciente e a assistência a ele prestada, de caráter legal, sigiloso e científico, que possibilita a comunicação entre membros da equipe multiprofissional e a continuidade da assistência prestada ao indivíduo”.

Se ele for em papel, ficará sempre no seu arquivo físico, imóvel.

Se ele for eletrônico, poderá ser acessado de qualquer lugar pelo médico responsável, seja em uma unidade de saúde, sua clínica ou consultório particular, um outro hospital ou mesmo em casa, no caso de precisar ser consultado com urgência.

Além disso, outros profissionais também poderão ter acesso de onde estiverem, caso for preciso.

Segurança nas informações

Com o prontuário eletrônico, é mais fácil se blindar de vários tipos de erros, desde a troca de dados até leitura difícil devido à caligrafia. Mas não é só isso.

Alguns sistemas eletrônicos atendem diversos requisitos de segurança, como certificações (como a SSL – Secure Sockets Layer) e níveis de garantia de segurança (NGS).

Procure um sistema que atenda a essas especificações e os dados dos pacientes e da sua gestão estarão seguros.

Agilidade nos processos internos e nas consultas

Os prontuários eletrônicos reúnem todas as informações da unidade de saúde, desde o histórico de saúde do paciente, os anexos de todos os exames, fotos e o que for necessário. Isso facilita não só o trabalho do médico, mas os processos burocráticos de todos os setores.

Todo o que vai sendo adicionado forma uma linha do tempo, facilitando o entendimento de toda aquela documentação.

Ainda, na hora da consulta, se o sistema escolhido usar certificação, a assinatura digital do médico ganha validade jurídica, substituindo os carimbos, que são necessários em diversos documentos.

E agora, entendeu por que sua gestão deve abandonar o papel quando se trata de prontuários?

Se ainda tem dúvidas por optar por um sistema eletrônico, continue lendo o nosso blog e saiba mais sobre como um software pode ajudar a sua gestão pública.

Adeus, papel! Como melhorar o atendimento em Serviços Públicos?

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