02/03/2021

Durante o ano de 2020, marcado pela pandemia de COVID-19, a Educação sofreu profundas transformações no seu cotidiano. Milhões de alunos foram afetados com as mudanças que as escolas tiveram de fazer a fim de dar continuidade ao ano letivo em tempos de quarentena.

As escolas que puderam oferecer um ensino a distância de qualidade e cujos alunos tiveram acesso a uma boa conexão com a internet saíram na frente. Contudo, a realidade no ensino público é outra. 

Muitos alunos não podem contar com acesso à internet em seus lares e mesmo que pudessem, um grande número de escolas públicas não possui a estrutura mínima para garantir o sucesso desse modelo de ensino.

No fim, mais do que ser escancarada, a desigualdade na educação se aprofundou durante 2020. Agora o desafio é, literalmente, correr atrás do prejuízo no processo pedagógico. Mas qual o cenário enfrentado pelos gestores e educadores agora? Como ter uma gestão pública eficiente na Educação em 2021? Quais diretrizes estão sendo seguidas?

As heranças de 2020
O cenário da Educação em 2021
O papel da gestão escolar

As heranças de 2020

Como fica o ensino público em 2021?

2020 foi um ano marcante para a Educação e, como era de se esperar, deixou suas cicatrizes. Durante a pandemia, diferentes formas de educação a distância foram implementadas para suprir a necessidade dos alunos de continuarem suas formações.

Nas escolas particulares, o uso de aulas em videochamada foi o que manteve o calendário escolar nos trilhos. No caso do ensino público o desafio era maior, pois muitas vezes não era possível contar com a infraestrutura para implementar as mesmas técnicas utilizadas no ensino privado.

Buscando alternativas mais acessíveis, algumas escolas utilizaram o WhatsApp como ferramenta de contato entre alunos e professores, devido ao fato do aplicativo ser altamente difundido no Brasil. 

Em outros casos, as tarefas e lições eram entregues impressas aos pais dos alunos, que buscavam o material na escola. Esses foram apenas dois exemplos das várias alternativas encontradas por professores e gestores escolares de darem continuidade ao seu trabalho.

Com esse cenário desenhado, fica claro como o ensino público sofreu com a impossibilidade das aulas presenciais e os problemas decorrentes da desigualdade social no país. 

O resultado final foi uma defasagem de aprendizado dos alunos, que está sendo carregada para 2021, e o desafio para os gestores escolares e corpo pedagógico de tentar reparar ao máximo as falhas que o ensino deixou no ano anterior.

O cenário da Educação em 2021

Como fica o ensino público em 2021?

Agora que alguns estados começaram a retomar as aulas presenciais (ou híbridas, na maioria dos casos), é hora de pensar em como você vai preparar a gestão para esse retorno das crianças às salas de aula. 

Para isso, é necessário seguir uma série de diretrizes já estabelecidas pelo Ministério da Educação a fim de evitar a contaminação de alunos e funcionários pelo coronavírus. Esses procedimentos de higiene e segurança são importantes porque a pandemia ainda não terminou. 

Quanto às datas e a porcentagem de alunos permitidos em sala, as escolas públicas devem seguir o que foi determinado no planejamento da Secretaria de Educação de seus respectivos estados.

Na maioria dos estados, a volta das aulas no ensino público está prevista para funcionar em um sistema híbrido. Isso é, parte dos alunos assistindo às aulas presencialmente e outra parte pela internet. No Paraná, por exemplo, a orientação é que as salas de aula devem respeitar o limite de ocupação de 50%, para evitar aglomerações.

No Distrito Federal, para recuperar eventuais falhas deixadas pelo ensino durante o período de quarentena, serão adotadas aulas de reposição aos sábados. As escolhas das datas estão por conta das escolas, segundo a Secretaria de Educação do Distrito Federal.

Em São Paulo as escolas públicas puderam retomar as atividades presenciais já no início de fevereiro, podendo a lotação máxima de cada sala ser, a princípio, de 35%.

Com esses exemplos é possível observar as expectativas e tentativas de volta à normalidade da rotina escolar nas instituições públicas de ensino. Essa postura se apoia muito na campanha de vacinação da população, que busca garantir a imunidade necessária para retomada plena das atividades. 

Contudo, esse processo já se mostrou muito lento no Brasil, o que provavelmente não garantirá a situação de estabilidade que a escola precisa e espera.

Sendo assim, 2021 pode ainda exigir muito jogo de cintura por parte dos gestores escolares.

O papel da gestão da Secretaria de Educação

Como fica o ensino público em 2021?

Mesmo com o início da campanha de imunização no Brasil, o cenário da pandemia no país ainda pode variar muito. Isso se deve em grande parte ao desrespeito às normas de segurança e isolamento social por parte da população.

Portanto, com a possibilidade de mudanças no cenário, é imprescindível que o gestor exercite sua resiliência e flexibilidade dentro do planejamento da Secretaria de Educação, para adaptar os processos pedagógicos da melhor forma possível. 

Além de muito tato para lidar com os alunos, suas famílias, contando com muito preparo também para evitar o problema da evasão escolar.

Também é essencial ter cuidado na gestão de professores e demais colaboradores das escolas. Pois, mais do que uma questão relacionada ao calendário escolar, estamos lidando com pessoas, que são as principais afetadas nessa situação.

Para ajudar em todo esse processo, é essencial contar com a tecnologia. Um sistema de gestão para Secretarias de Educação, como o IDS Educação, pode fazer toda a diferença no trabalho de um gestor neste ano repleto de desafios.

Conheça as possibilidades do sistema e veja como ele pode te ajudar na gestão educacional em 2021: IDS Educação.

Afinal, o próximo ano vai exigir muito dos gestores e educadores. Estamos em um momento de transição e, para ter uma educação de qualidade, é preciso se preparar para as escolas do futuro. Para te ajudar neste momento, preparamos um eBook inteiro sobre o assunto. Confira:

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