19/06/2019

O acompanhamento familiar é algo comum para as secretarias municipais. O Brasil é um país com uma grande amplitude territorial, o que implica em diferenças sociais e econômicas.

Justamente por isso cada família precisa de um tipo de atendimento para garantir uma vida saudável.

O trabalho do SUAS (Sistema Único de Assistência Social) acontece de forma compartilhada entre os usuários e os assistentes sociais.

Este trabalho está previsto na Política Nacional de Assistência Social (PNAS).

Após o surgimento do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) ficou muito mais fácil identificar a situação de cada família e acompanhar cada caso.

E para garantir que o acompanhamento seja feito de forma realmente efetiva surgiu o PAIF.

Vamos adentrar no universo do plano de acompanhamento familiar proposto pelo assistencialismo brasileiro e compreender melhor este processo?

Boa leitura!

O que é o serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF)?

O serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família consiste no trabalho social desenvolvido com famílias.

Ele é de caráter continuado, pois tem as seguintes finalidades:

  • Fortalecer a função protetiva da família;
  • Prevenir a ruptura de seus vínculos;
  • Promover seu acesso e usufruto aos seus direitos;
  • Contribuir na melhoria de sua qualidade de vida.

As ações buscam desenvolver e fortalecer o vínculo entre os membros da família e a comunidade. Isso acontece por meio de ações preventivas e protetivas.

O serviço do PAIF é integrada ao nível de proteção social básica do SUAS.

As ações que integram o acompanhamento com as famílias a partir do assistencialismo, são:

1- Acolhimento

Esta ação é feita pelo PAIF. Nesta etapa se busca compreender as demandas, vulnerabilidades e necessidades de cada família.

É o momento em que se fornecem as informações sobre as ações do CRAS para os indivíduos que vão receber assistência.

Esta atividade é realizada por um profissional de nível superior da equipe de assistentes sociais.

2 – Oficinas familiares

São organizados pelo CRAS encontros com as famílias. A ideia é propor uma série de reflexões entre os membros familiares para melhorar a interação entre todos.

3 – Ações comunitárias

São feitas mobilizações de cunho social voltadas para a comunidade.

O foco é estimular a cidadania, e fortalecer o vínculo entre as comunidades. Esse tipo de ação previne situações de vulnerabilidade.

4 – Ações particularizadas

Atendimentos feitos apenas com a família, ou com membros dela, de forma individual, também são muito importantes.

Esse tipo de ação pode acontecer por indicação de um assistente social, ou até mesmo através da requisição da família.

Pode acontecer na sede do CRAS, ou na residência da família.

5 – Encaminhamentos

Este é o último passo. Consiste no encaminhamento e na orientação feita para cada caso particular.

Os encaminhamentos procuram promover o acesso aos direitos de cidadania de cada membro da família.

Esse tipo de ação requer normatizações e fluxos de atendimento, além de contato permanente com os outros serviços socioassistenciais envolvidos. Apenas desta forma é possível acompanhar a melhora de cada caso.

O Trabalho Social desenvolvido com as Famílias não se pauta em apenas na execução de ações do PAIF.

É importante que se compreenda quais as demandas de cada caso. Isso cabe ao CRAS, que analisa as diversas situações.

Portando as demandas não são todas de apenas um órgão social, todos eles trabalham de forma conjunta para que seja possível desenvolver um trabalho eficaz.

Algumas respostas que devem ser registradas no Plano de Acompanhamento Familiar:

  • Em quais ações do PAIF os membros das famílias foram inseridos e quais seus efeitos observados?
  • Quais foram as respostas ofertadas pelo poder público?
  • As mediações realizadas trouxeram quais resultados
  • Foram necessárias modificações no processo de acompanhamento? Quais?
  • Quais objetivos foram alcançados?
  • Houve desligamento da família? Qual o motivo?

Ações interligadas

Para que seja possível desenvolver um trabalho efetivo com as famílias, e acompanhar cada situação, é necessário ter controle sobre as ações.

Uma vez que diversos órgãos públicos se envolvem neste processo, é imprescindível que exista um cadastro único que possa ser acessado por todos os responsáveis.

Contar com um software como aliado faz toda a diferença. Ele permite que cada órgão competente esteja ciente das ações desenvolvida com cada família.

Além do mais, isso garante um trabalho eficaz, promovendo cidadania e melhora nas condições de vida de diversas famílias, e por conseguinte, das comunidades em que elas estão inseridas.

Conheça o IDS Social, e tenha como aliado um software que garanta controle sobre todas as ações desenvolvidas pela assistência social de sua secretaria.

 

Plano de acompanhamento familiar: por que fazer?

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