20/12/2019

Depois da descentralização político-administrativa, o protagonismo do desenvolvimento das políticas se tornou competência dos municípios.

Isso acaba por se tornar algo positivo, uma vez que o município compreende melhor quais são as demandas da população que reside neste território.

A gestão do SUAS prevê essa descentralização, que acaba concedendo ao município mais autonomia para organização da sua secretaria socioassistencial. Dessa forma, as necessidades de cada território, podem ser supridas.

As ações, contudo, sempre devem acontecer a partir dos padrões de qualidade que já estão definidos na Política Nacional de Assistência Social.

A política também prevê a estruturação, o monitoramento e avaliação dos serviços e programas em andamento através do assistencialismo.

A vigilância socioassistencial se dedica a identificar e prevenir as situações de vulnerabilidade e risco do cidadão.

Portanto, ela acaba se caracterizando como uma importante ferramenta de gestão estratégica do ponto de vista da secretaria responsável pela assistência social do município.

Para que a vigilância socioassistencial funcione, se faz necessária a prática do registro, planejamento, monitoramento e avaliação da política, como previsto na Lei Orgânica da Assistência Social, art. 6º.

Quer saber mais sobre a vigilância socioassistencial e como ela funciona na prática, na gestão socioassistencial do seu município? Confira:

Características da Vigilância Socioassistencial

Para que a gestão das ações relativas a assistência social aconteçam da melhor forma, é necessário compreender as características do trabalho da Vigilância Socioassistencial. Elas são:

  • Levantamento, consolidação e análise de dados de acordo com as especificidades dos territórios, considerando as situações de vulnerabilidade que incidem sobre indivíduos e famílias, bem como a oferta de serviços;
  • Mapeamento da rede socioassistencial, no que se refere ao número, tipo e funcionamento (padrões de qualidade);
  • Análise das demandas da população e oferta de serviços, considerando a capacidade de execução do Município (fundamental para subsidiar o planejamento de ações regionais, estabelecimento de consórcios intermunicipais, etc);
  • Registro e acompanhamento do histórico de atendimento do Município, identificação de desafios e ações exitosas;
  • Importante instrumento de diálogo entre o órgão gestor e as áreas responsáveis pela execução da política (Proteção Social Básica e Especial), subsidiando a ação de ambos;
  • Superação de uma prática emergencial, assistencialista e pautada apenas na demanda espontânea.

Onde buscar os dados e informações para desenvolver a Vigilância Socioassistencial?

Para que seja feito o levantamento de demandas da Vigilância Socioassistencial, é possível utilizar as seguintes fontes de pesquisa:

  • Sistema de Informações de Agravos de Notificações (SINAN/DataSUS);
  • Cadastro Único de Programas Sociais (CadÚnico/CECAD);
  • IBGE;
  • Disque Denúncia Nacional (Disque 100);
  • Pesquisa Nacional por Amostra por Domicílio – PNAD;

Para fazer o levantamento sobre o padrão dos serviços ofertados, as fontes de pesquisas podem ser:

  • Censo SUAS;
  • Registro Mensal de Atendimento (RMA);
  • Sistema de Informações do Serviço de Convivência (SISC);
  • Sistema de Condicionalidades (SICON);
  • Pacto de Aprimoramento dos Municípios;

Analisar as informações presentes nos cadastros do SUAS, CRAS E CREAS, também é muito importante.

Perceba o número de pessoas que recebem os atendimentos da assistência social, e quais são estes serviços.

Dessa forma é possível procurar as melhores soluções para promover mais qualidade de vida para a população.

Muito se fala sobre atendimento humanizado, e a melhor forma de fazer isso é focar sua gestão para melhorar de fato a vida de quem precisa deste tipo de assistência.

Os indicadores da assistência social são uma ferramenta poderosa para fazer uma gestão mais efetiva do serviço socioassistencial.

Como implantar a Vigilância Socioassistencial nos municípios?

Agora que você já conhece os benefícios da Vigilância Socioassistencial, é hora de colocar ela em ação no seu município. Confira como fazer isso:

  • Capacite uma equipe multidisciplinar exclusiva para isso (conforme a realidade do município);
  • Estruture espaços e equipamentos necessários;
  • Utilize o recurso do Índice de Gestão Descentralizado do SUAS (IGD/SUAS);
  • Construa fluxos de comunicação entre os setores da assistência social;
  • Faça encontros periódicos de avaliação com a equipe;
  • Adquira programas para processamento de dados estatísticos.

Uma gestão efetiva deve contar com a Vigilância Socioassistencial, e com tecnologias que tornem as ações mais efetivas.

Contar com um sistema de gestão social é a melhor forma de promover isso.

Conheça as ferramentas do IDS Social e garanta melhorias no serviço socioassistencial do seu município.

Vigilância Socioassistencial: Como e por que implementar no seu município?

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